12 de fevereiro, de 2026 | 11:33
Toffoli admite sociedade em resort, mas nega pagamentos de Vorcaro
Informações da Agência BrasilO gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nova nota na manhã desta quinta-feira (12) em que explica a sociedade do magistrado em uma empresa que vendeu uma participação em um resort no Paraná a fundos ligados ao banco Master.
Toffoli é relator do inquérito que apura fraudes financeiras no Master, sobretudo numa tentativa de venda da instituição ao banco BRB, cujo maior acionista é o governo do Distrito Federal. A operação acabou barrada pelo Banco Central.
O ministro se manifestou após vir à tona relatório da Polícia Federal (PF) que alerta para menção a Toffoli em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master e principal investigado no caso. O documento foi entregue ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que notificou Toffoli a se manifestar.
Na nota desta quinta-feira (12), o gabinete afirma que o ministro é sócio da empresa familiar Maridt, ao lado de irmãos e outros parentes. O texto cita a Lei Orgânica da Magistratura, segundo a qual o magistrado pode integrar quadro societário e receber dividendos, sendo vedada apenas a prática de atos de gestão.
Venda da participação no resort
Segundo a nota, a participação da Maridt no resort Tayaya, em Ribeirão Claro (PR), foi vendida em duas etapas: parte ao fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e parte à PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025. De acordo com o gabinete, tudo foi declarado à Receita Federal.A nota informa ainda que o inquérito sobre o Master chegou ao gabinete em novembro do ano passado, quando a Maridt já não tinha mais participação no empreendimento. O texto afirma que Toffoli jamais teve qualquer relação de amizade” com Daniel Vorcaro e que jamais recebeu qualquer valor” dele ou de Fabiano Zettel.
Relatório da PF e questionamentos
O relatório da PF que menciona possível suspeição de Toffoli foi entregue em 9 de fevereiro a Edson Fachin, que notificou o ministro.Em nota anterior, divulgada na quarta-feira (11), o gabinete afirmou que o pedido de suspeição feito pela PF trata de ilações” e que a corporação não tem legitimidade para pedir a suspeição de magistrados.
No relatório, cujo teor foi divulgado pela imprensa, a PF apresenta citações a Toffoli em conversas entre Vorcaro e seu cunhado, Fábio Zettel, relacionadas ao resort Tayaya.
Toffoli passou a ser alvo de questionamentos sobre a relatoria do caso após a divulgação de viagem em jatinho particular em que estava o advogado de um dos investigados, em dezembro.
Entre decisões que geraram questionamentos está a determinação para que provas da Operação Compliance Zero fossem enviadas diretamente ao Supremo antes de perícia da PF. O ministro depois recuou, mantendo, porém, a escolha dos peritos.
Em seguida, houve novos questionamentos com a revelação da venda da participação da família no Tayaya para fundos ligados a Vorcaro.
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]
















