01 de março, de 2026 | 07:25

Irã confirma morte de Ali Khamenei após bombardeio

Reprodução de vídeo/Jornal Nacional
Governo iraniano decreta 40 dias de luto pela morte de KhameneiGoverno iraniano decreta 40 dias de luto pela morte de Khamenei
O governo do Irã e a mídia estatal confirmaram neste sábado (28/2, horário de Brasília) a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado que o aiatolá morreu durante um bombardeio.

Há relatos ainda não confirmados sobre a morte do ministro da Defesa, Amir Nasirzadeh, do chefe da Guarda, Mohammad Pakpour, do conselheiro de Defesa Ali Ahamkhani e do chefe do Estado-Maior, Mohammad Bagheri, além de outros comandantes.

Veículos de comunicação iranianos divulgaram neste domingo (1º, horário local) que a filha, o genro e a neta de Khamenei também morreram nos ataques israelenses e americanos contra a república islâmica.

De acordo com o Crescente Vermelho no Irã, 201 pessoas morreram nos ataques e 747 ficaram feridas. O Pentágono informou que não houve baixas americanas. Também foi registrada a morte de um civil em Abu Dhabi e de outro em Israel.

Khamenei esteve à frente do país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente divulgada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. "O líder supremo da Revolução foi martirizado", diz a publicação.

O gabinete do governo iraniano, presidido por Masoud Pezeshkian, decretou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral. "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio", afirma nota oficial.

O texto classifica o episódio como um "crime" e afirma que o fato "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo". "O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam".

Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã de sábado.

Neste domingo (1º), Pezeshkian afirmou que a morte do líder supremo representa uma "declaração de guerra contra os muçulmanos" e mencionou "vingança legítima" contra Estados Unidos e Israel.

"O assassinato do grande comandante da comunidade islâmica é uma guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo. A República Islâmica do Irã considera a vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo", declarou em pronunciamento oficial.

Em resposta, Trump afirmou que o Irã será atingido "com uma força nunca vista antes" caso mantenha a promessa de promover ataques de retaliação neste domingo (1º). A declaração foi publicada na Truth Social na madrugada.

"O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes!", afirmou Trump.
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