04 de março, de 2026 | 08:07

Nova fase de operação da PF na farsa do banco Master volta a prender Daniel Vorcaro

Divulgação
Prisão de Vorcaro foi motivada por tentativa de obstrução de investigaçõesPrisão de Vorcaro foi motivada por tentativa de obstrução de investigações

O empresário Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, foi preso novamente nesta quarta-feira (4), em São Paulo, em uma nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para apurar suspeitas de fraudes envolvendo a instituição financeira e agora, mais grave, obstrução da Justiça.

A ordem de prisão preventiva foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida ocorre poucos meses após Vorcaro ter sido detido na primeira fase da operação, em novembro do ano passado, quando acabou liberado posteriormente mediante medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo as investigações, a nova prisão foi motivada por suspeitas de tentativa de obstrução das apurações. Conforme informações obtidas pela imprensa, o empresário teria feito uma ofensiva contra pessoas envolvidas no caso, incluindo testemunhas ligadas às investigações sobre o banco.

A apuração conduzida pela Polícia Federal aponta para um esquema que teria causado um rombo financeiro que pode ultrapassar R$ 60 bilhões. O caso envolve suspeitas de conexões com políticos de diferentes vertentes ideológicas, integrantes de diversos governos, pessoas ligadas a poderes da República e também lideranças religiosas.

Nova fase investiga crimes ligados à organização criminosa

De acordo com a Polícia Federal, a fase mais recente da operação tem como objetivo aprofundar a investigação sobre a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

As condutas investigadas teriam sido praticadas por integrantes de uma organização criminosa que atuaria para beneficiar interesses relacionados ao banco investigado.

As investigações contam com apoio técnico do Banco Central, responsável por colaborar com a análise de informações financeiras e regulatórias relacionadas à instituição.

Já publicado:
▪️Carlos Viana recorre ao STF para obrigar depoimento de Vorcaro na CPMI
▪️Escândalo de bilhões que ameaça a República

Mandados de prisão e bloqueio bilionário de bens

Ao todo, a Polícia Federal cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Também foram determinadas medidas judiciais de afastamento de ocupantes de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens que podem alcançar até R$ 22 bilhões. Conforme a PF, o objetivo é interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores que podem ter relação com as práticas ilícitas apuradas ao longo da investigação.

A operação Compliance Zero segue em andamento e novas diligências podem ser feitas à medida que o material apreendido for analisado pelos investigadores. A notícia será atualizada ainda nesta manhã de quarta-feira.
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Comentários

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Gildázio Garcia Vitor

04 de março, 2026 | 09:48

“Ontem, descobriram que o Deputado Federal Nikolas Ferreira e outros, utilizaram um jatinho de uma das empresas do Vorcaro na campanha de 2022.
Agora terá que caminhar de Belém (PA) até Brasília para criar uma boa cortina de "fumaça".”

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