09 de março, de 2026 | 14:18
Escalada da guerra no Oriente Médio pressiona preço do petróleo e combustíveis tendem a ficar mais caros
Alex Ferreira/Arquivo DA
Guerra do outro lado do planeta já atinge o bolso do consumidor na hora de abastecer
Guerra do outro lado do planeta já atinge o bolso do consumidor na hora de abastecer A intensificação do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã tem provocado forte pressão sobre o mercado internacional de petróleo e pode resultar em aumento expressivo nos preços dos combustíveis. Nesta segunda-feira, a cotação da matéria-prima permanece mais de 15% acima dos níveis observados desde meados de 2022. Em função da alta na semana passada, os preços do diesel e da gasolina foram aumentados em até R$ 0,10 nos postos conforme noticiado pelo Diário do Aço no fim de semana.
O cenário é influenciado por cortes de fornecimento de alguns dos principais produtores e pelo temor de interrupções prolongadas no transporte marítimo. A escalada da guerra, que entrou na segunda semana sem previsão de arrefecimento, elevou as incertezas no mercado e impulsionou as cotações do petróleo.
A interrupção nos deslocamentos de navios-tanque e os riscos crescentes de segurança já desaceleraram as atividades de transporte marítimo. Compradores asiáticos, que dependem fortemente do petróleo bruto do Oriente Médio, estão entre os mais vulneráveis ao cenário atual.
A crise se desenvolve em torno do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio de energia. Pelo local passa cerca de um quinto de todo o abastecimento mundial de petróleo.
Por que o preço está subindo
O aumento no preço internacional do petróleo está diretamente relacionado às ameaças de interrupção do tráfego de navios no Estreito de Ormuz, passagem que liga os golfos Pérsico e de Omã.
Na segunda-feira passada (2), dois dias após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, o governo do Irã ameaçou afundar petroleiros que tentem atravessar o estreito. A face nordeste da passagem marítima é voltada para o território iraniano.
Por essa rota estratégica são escoadas produções de petróleo de países como Irã, Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Qualquer interrupção no fluxo nessa região provoca impacto imediato nas cotações internacionais da commodity.
Nomeação política também influencia mercado
No contexto da crise, a indicação de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã também contribuiu para pressionar o mercado de petróleo. A movimentação política foi interpretada por analistas internacionais como um sinal de continuidade da linha dura no comando do país.
A decisão ocorreu cerca de uma semana após o início do confronto envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Observadores internacionais avaliam que, com a sucessão consolidada dentro do próprio núcleo de poder, torna-se mais difícil uma eventual mudança de regime no país.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia manifestado interesse em uma alteração no comando iraniano. No entanto, diante do cenário atual, analistas consideram que o conflito segue sem indicativos de solução no curto prazo, o que mantém a pressão sobre os preços do petróleo e, consequentemente, sobre os combustíveis. (Com informações de agências)
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