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30 de março, de 2026 | 09:12

Relatório da CPMI do INSS pede indiciamento de Euclydes Pettersen

Júlio Dutra/Republicanos/Divulgação
O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS pede o indiciamento do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) por quatro crimes. O documento, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) e divulgado na última sexta-feira (27), ainda será submetido à votação.

Entre os crimes apontados estão organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato-desvio. Pettersen já havia sido alvo de investigação na Operação Sem Desconto, conduzida no ano passado.

Para o relator, “é evidente o patrocínio estratégico e político do parlamentar [Pettersen] em relação à organização criminosa [na Conafer], por meio de participação em eventos, destinação de emendas e declarações públicas”.

No trecho em que trata do pedido de indiciamento, o relatório afirma que o deputado ocupava “posição de liderança política proeminente e [era o] principal beneficiário de vantagens indevidas dentro da organização criminosa (ORCRIM) que operava na CONAFER”.

O documento também aponta que Pettersen “atuava como o canal de acesso de Carlos Roberto Lopes [presidente da Conafer] à cúpula do INSS, influenciando diretamente a indicação de nomes para cargos estratégicos, como a Diretoria de Benefícios, visando blindar o esquema de descontos indevidos contra fiscalizações internas”.

Ainda conforme o relatório, “a Polícia Federal detalhou que o indiciado recebeu o montante de R$ 14.700.000,00 de investigados nas fraudes do INSS em razão de sua atuação como intermediador de acesso político a agentes com poder de decisão sobre nomeações na autarquia previdenciária”.

O relatório também solicita o indiciamento de dois ex-assessores do gabinete do parlamentar, que deixaram os cargos em 2023.
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