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09 de abril, de 2026 | 10:11

Excesso de chuva causa aumento no preço do feijão

Informações da Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Preço da cesta básica subiu em 27 capitaisPreço da cesta básica subiu em 27 capitais

Os custos para aquisição dos alimentos da cesta básica subiram em todas as 27 capitais, segundo monitoramento do Dieese e da Conab. São Paulo permanece com o maior valor (R$ 883,94), enquanto Aracaju tem a cesta mais barata (R$ 598,45).

Os alimentos com maior impacto foram feijão, batata, tomate, carne bovina e leite, todos com aumento, sendo que feijão, batata e tomate foram influenciados pelas chuvas nas regiões produtoras. Na contramão, o açúcar teve queda em 19 cidades, devido ao excesso de oferta.

Segundo a pesquisa, os maiores aumentos ocorreram em Manaus (7,42%), Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%) e Belo Horizonte (6,44%). Entre os maiores valores, além de São Paulo, destacam-se Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40), Florianópolis (R$ 824,35) e Campo Grande (R$ 805,93).

Com o salário mínimo em R$ 1.621,00, o trabalhador precisa de cerca de 109 horas para custear a cesta. O comprometimento da renda chegou a 48,12% em março de 2026, acima dos 46,13% de fevereiro, mas abaixo dos 52,29% de março de 2025.

Em março, o tempo médio para adquirir a cesta foi de 97 horas e 55 minutos, acima de fevereiro (93 horas e 53 minutos) e abaixo de março de 2025 (106 horas e 24 minutos).

Nos últimos 12 meses, houve alta em 13 cidades e queda em quatro, com destaque para aumentos em Aracaju (5,09%), Salvador (4,51%) e Recife (4,38%). As maiores reduções ocorreram em Brasília (-4,63%) e Florianópolis (-0,91%).

Regime de chuvas

O preço do feijão subiu em todas as cidades. O grão preto teve alta entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis), enquanto o carioca variou de 1,86% (Macapá) a 21,48% (Belém). A elevação ocorreu por restrição de oferta, dificuldades na colheita e redução da área plantada.

Problemas climáticos no Paraná e na Bahia afetaram a produção, com queda na produtividade. Houve também atrasos e substituição de culturas, especialmente no Mato Grosso do Sul.

O feijão carioca chega a R$ 350 a saca, com possível queda entre agosto e outubro. Já o feijão preto varia entre R$ 200 e R$ 210, mas pode subir devido à menor produção. A expectativa é de inversão de preços em 2026, com o feijão preto mais caro.

A Conab estima produção acima de 3 milhões de toneladas, com alta de 0,5%. Há ainda incerteza com custos de fertilizantes e combustíveis e expectativa de aumento global dos alimentos.

Salário mínimo

O Dieese estima que o salário mínimo ideal seria de R$ 7.425,99 em março, equivalente a 4,58 vezes o mínimo atual. Em fevereiro, era R$ 7.164,94 (4,42 vezes). Em março de 2025, o valor necessário era R$ 7.398,94, ou 4,87 vezes o mínimo vigente na época (R$ 1.518,00).
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