14 de abril, de 2026 | 09:49

Relatório de CPI pede indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
 documento solicita o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes documento solicita o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes
O relatório final da CPI do Crime Organizado, apresentado nesta terça-feira (14) pelo senador Alessandro Vieira, inclui pedidos de indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do procurador-geral da República.

As informações foram divulgadas pela CNN Brasil. O documento solicita o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral Paulo Gonet, por supostos crimes de responsabilidade.

Segundo o relatório, os pedidos se baseiam em condutas consideradas incompatíveis com as funções exercidas, como possíveis situações de suspeição em julgamentos, indícios de conflitos de interesse e decisões que teriam impactado investigações. Em relação ao procurador-geral, o texto aponta possível omissão diante de elementos considerados relevantes.

Entre os pontos citados está o caso do Banco Master, mencionado como alvo de suspeitas de irregularidades financeiras e possível ligação com esquemas de lavagem de dinheiro. O relator defende apuração específica sobre o tema.

Com mais de 200 páginas, o relatório reúne conclusões após cerca de 120 dias de trabalho da comissão, que realizou 18 reuniões, analisou 134 documentos e apresentou 312 requerimentos. As investigações focaram na atuação e no crescimento de organizações criminosas no país.

O documento também faz referência a decisões judiciais que afetaram o andamento dos trabalhos, como a suspensão de medidas aprovadas pela CPI, a conversão de convocações em convites e limitações no acesso a dados financeiros.

Além dos pedidos de indiciamento, o relatório propõe alterações na legislação, como ampliação de mecanismos para bloqueio de bens, aumento de penas para crimes de lavagem de dinheiro e medidas voltadas à transparência financeira.

O material será encaminhado às autoridades competentes, que irão analisar o conteúdo e decidir sobre possíveis desdobramentos.
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Comentários

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Viewer

14 de abril, 2026 | 10:40

“Veremos se tudo não acabará em pizza.”

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