23 de abril, de 2026 | 20:44
Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa
Informações da Agência BrasilO Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026. Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença.
A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença.
Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.
Vai viajar para a Copa?
O documento reforça recomendações de vacinação contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil, considerando que os países-sede apresentam elevado número de casos, com surtos ainda ativos.
A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações no documento.
Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, completou a nota.
Orientações para o viajante
Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento a esses passos:
Atualize sua caderneta: verifique se você tomou as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).
Antecedência: o imunizante deve ser tomado pelo menos 15 dias antes do embarque.
Vigilância no retorno: ao voltar ao Brasil, caso apresente febre e manchas vermelhas pelo corpo, procure imediatamente um serviço de saúde e informe sobre sua viagem.
Copa do Mundo
A Copa do Mundo 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos sediados em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A estimativa é que milhões de pessoas participem, incluindo grande número de viajantes internacionais.
Eventos de massa internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis”, destacou o ministério.
Sarampo nas Américas
O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão ocorre principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias, com rápida disseminação em ambientes com grande concentração de pessoas.
O ministério alerta que o sarampo permanece com ampla distribuição global. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”.
Esse cenário é agravado pela existência de bolsões de indivíduos suscetíveis, resultantes da hesitação vacinal e de falhas na cobertura vacinal.”
Na região das Américas, houve aumento expressivo na incidência da doença, com milhares de casos, sobretudo nos países-sede da Copa.
Em 2025, a epidemia no Canadá causou 5.062 casos, levando à perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a circulação endêmica.
No México, os registros passaram de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025, e 1.190 casos em janeiro de 2026.
Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos apenas em janeiro de 2026.
Os três países apresentam surtos ativos de sarampo, com transmissão contínua. O cenário levou à perda do status das Américas como zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025.
Brasil livre do sarampo
Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.
Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 relacionados à importação e três tiveram fonte de infecção desconhecida.
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