Wellington Fred + reprodução
Naiele Cristine foi assassinada pelo namorado na frente da filha, de quatro anos
Está agendada, para a manhã desta quarta-feira (6), a abertura da Sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga para o julgamento de Arnaldo Nunes Gomes, de 27 anos. Ele responde, preso, pela acusação de matar a namorada, Naiele Cristine Rodrigues de Assis, de 24 anos, na frente da filha dela, uma menina de quatro anos, conforme
noticiado pelo Diário do Aço. Preso momentos depois do fato, Arnaldo confessou o crime e alegou que foi motivado por uma suposta traição.
Consta na
denúncia apresentada pelo representante do Ministério Público que o assassinato foi praticado na tarde de 7 de abril de 2023, uma sexta-feira, na rua Cinquenta e Quatro, bairro Cidade Nova, em
Santana do Paraíso, quando Arnaldo utilizou como instrumentos para cometer o crime um botijão de gás, pedra de granito de mesa e uma faca.
O promotor Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, que na época atuava na Comarca de Ipatinga, ofereceu denúncia contra o acusado do crime, apontando quatro qualificadoras: motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e por razões da condição de sexo feminino envolvendo violência doméstica e familiar (feminicídio).
Ficou apurado que, um dia antes, Arnaldo descobriu uma possível traição da vítima, com quem matinha um relacionamento amoroso havia aproximadamente 30 dias. “Na manhã do dia do fato criminoso, o autor, a fim de tomar coragem para o cometimento do feminicídio, dirigiu-se a uma padaria para fazer uso de bebida alcoólica(cerveja).
Após embriagar-se, deslocou-se até a residência da vítima e iniciou com ela uma severa discussão por não aceitar o término do namoro e por ela não o querer mais em sua residência. Inconformado e tomado por um sentimento de fúria, rejeição e ciúmes, o denunciado apossou-se de uma faca e começou a atacar violentamente Naiele, desferindo nela diversos golpes pelo corpo.
Ainda movido pelo ódio e ímpeto homicida, com o seu alvo prostrado no chão, o denunciado apoderou-se de um botijão de gás e o arremessou contra a cabeça da vítima, causando-lhe feridas profundas. Não satisfeito, o autor ainda cortou a mangueira do botijão de gás e a colocou sobre a face da vítima para asfixiá-la”, detalha o relatório.
A denúncia acrescenta que o crime foi praticado no mesmo ambiente em que estava também uma criança de quatro anos, filha da vítima. “Após os bárbaros atos de agressão e a fim de garantir a consumação do crime, o
denunciado dirigiu-se à garagem da residência da ofendida, pegou uma pedra de granito de uma mesa e a jogou em cima do corpo dela”, acrescenta a denúncia.
A denúncia cita também que, antes do crime, o acusado invadiu o telefone celular da vítima, com a finalidade de obter dados ou informações sem autorização da usuária do aparelho. Acrescenta que o acusado provocou o risco de uma explosão ao manusear do botijão de gás e abrir o registro para sufocar a vítima.
Depois dos atos, Arnaldo fugiu da cena do crime pulando sobre telhados e abrigou-se em uma construção. Cercado por populares enfurecidos por causa do crime, passou a arremessar tijolos contra as pessoas até que foi detido e removido do local por policiais militares. O acusado responde o processo recolhido ao sistema prisional.
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Para esta terça-feira (5), conforme já noticiado, dois réus vão a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ipatinga pelo assassinato de Carolina de Paiva Taveira, de 32 anos, ocorrido na madrugada de 11 de abril de 2023, em um alojamento desativado na rua Cristóvão Jaques, bairro Imbaúbas (perto da divisa com o Bom Retiro), em Ipatinga.
Veja a atualização da notícia:
Acusados de envolvimento em homicídio no Imbaúbas em Ipatinga são absolvidos Wellington Fred
Carolina de Paiva Taveira, 32 anos, dormia neste alojamento abandonado, quando foi atacada por traficantes e assassinada de forma cruel
Quatro indivíduos são citados como envolvidos no homicídio, um de 21 anos, dois de 18 e um adolescente de 17 anos. Consta na denúncia do MPMG que a vítima foi assassinada com diversos golpes de faca. Dois dos envolvidos, um de 18 e outro de 21 anos, sentam-se hoje no banco dos réus, conforme já
noticiado pelo Diário do Aço.
Eles vão responder por homicídio com três qualificadoras: motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade de outros crimes (tráfico de drogas).
Havia um terceiro denunciado. Entretanto, Erlon Adrian Oliveira Anício, de 18 anos, morreu em 4 de novembro de 2023, quando na companhia de outro indivíduo invadiu a residência de um policial civil aposentado em Maricá, no Rio de Janeiro, para praticar um roubo. A vítima reagiu à ação criminosa e matou os dois invasores.